Associação quer um centro para crianças e jovens com trissomia 21

Ficha técnica da notícia
Título: Associação quer um centro para crianças e jovens com trissomia 21
Data de publicação: 2010-03-23 00:00:00
Fonte: Notícia publicada no Diário de Coimbra em 21 de Março de 2010
Autor: Olhar21.com

“Olhar 21” tem Laborinho Lúcio como patrono e é hoje apresentada na Casa Municipal da Cultura.
 
Dois grupos de pais e familiares de cidadãos com trissomia 21, um de Coimbra e outro de Mira, juntaram-se recentemente para criar a Associação Olhar 21. Com sede na antiga escola primária de Palheiros, freguesia de Torres do Mondego, a associação é apresentada publicamente hoje, precisamente no Dia Mundial da Trissomia 21. Estabelecer protocolos de cooperação - com fundações, instituições públicas e empresas – é o primeiro passo a dar para uma associação que pretende, já este ano, ter a funcionar um centro de desenvolvimento à semelhança dos já existentes em Lisboa ou no Porto. 

Promover e facilitar a inclusão e a integração social global do cidadão com trissomia 21, sensibilizar a comunidade (das escolas às empresas) para as necessidades especiais destes cidadão, mas também para as suas capacidades e potencial, defender os seus direitos e interesses são objectivos gerais da Olhar 21. 

Nesta fase inicial, a associação conta com o apoio da Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21, sedeada em Lisboa, e apostará, de acordo com o presidente da direcção, em parcerias a nível regional, desde logo com a autarquia, mas também com outras instituições públicas e privadas. «Não queremos ocupar o lugar de outras instituições que já estão no terreno e que desenvolveram e desenvolvem o seu trabalho o melhor possível, apenas queremos trabalhar em complementaridade», esclarece Paulo Serra.

A Olhar 21 já realizou alguns contactos e pretende, já este ano, avançar para a criação de um centro de desenvolvimento para crianças e jovens com trissomia 21, a funcionar em instalações da instituição com quem for estabelecido o protocolo de colaboração, mas com terapeutas e técnicos assegurados pela associação, antevê Paulo Serra.

Ensino adequado às necessidades
«Um cidadão com trissomia 21 pode e deve ser integrado na sociedade como qualquer outro e esta integração é melhor quando atinge o pleno desenvolvimento das suas capacidades. Entendemos que as crianças e jovens seguidas com pessoas com outras diferenças não atingem os mesmos objectivos», refere o responsável, pai de uma criança com trissomia 21.

Os pais sublinham, assim, as vantagens de um plano estruturado especificamente para esta perturbação e de técnicos devidamente preparados para lidar com a trissomia 21. «Acreditamos que os nossos filhos chegarão mais longe desta forma», sustenta Paulo Serra. 

A formação, a inserção profissional, o lazer e tempos livres e o apoio residencial são outras áreas em que a associação promete agir. Mais de 40 famílias já se associaram à Olhar 21, mas o responsável acredita que existam mais de 200 cidadãos com trissomia 21 na região Centro. 

Laborinho Lúcio, juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, é patrono da associação e intervirá na sessão pública de lançamento, hoje, às 14h30, na Casa da Cultura, seguindo-se intervenções de pais e terapeutas.




Associação quer um centro para crianças e jovens com trissomia 21